O "dono" e diretor da rádio Mar Azul FM - e segundo me informaram - atual presidente da ACOMCULT - Associação PróCultura de Paracuru - tem usado nos útlimos dias a sua "verborragia" maçante, durante os programas de meio dia, para criar uma cortina de fumaça sobre a CPI instalada pela Câmara Municipal, com o objetivo investigar possíveis irregularidades no funcionamento da associação mantenedora da rádio.
Auxiliado por seus acólitos tenta levar ao povo, a idéia falsa de que os vereadores querem fechar a rádio, instados por questões políticas ou inflamados por ex-funcionário da rádio.
Ora, o debate sobre a forma tendenciosa como a programação noticiosa da rádio é realizada, ferindo o princípio da legislação das rádios comunitárias de não haver proselitismo político, é feito há muito tempo nas ruas destas terras de Antonio Sales, bem como já foi objeto de discussão na rede mundial de computadores, o que levou a ANATEL a fiscalizar aquela entidade em 2010, multando-a e cobrando o cumprimento da lei.
Assim como é sabido, já divulgado nas redes sociais, que algumas igrejas evangélicas já procuraram a emissora para desenvolverem programas e tiveram o pedido recusado, ainda que sejam mantidos programas católicos na grade de programação da rádio. Bom lembrar que há ligação da direção com certo movimento da igreja católica. Ou seja, suspeita-se que haja outro tipo de proselitismo.
Portanto, as suspeitas de irregularidades não são novas, apenas se exacerbaram ao acompanharem os processos de mudança da política local. Ou melhor, surgiram com o novo cenário político, condições reais de um debate mais amplo e aprofundado do tema.
Bom, mas quando se faz todo um alarde como este que ora está sendo feito por parte da direção da rádio, creio que é porque alguma coisa não pode ser conhecida publicamente, e é preciso tirar do foco o essencial do debate.
E o que não se pode saber sobre a ACOMCULT?
Por que não se pode saber quem são seus diretores? Nunca isto foi divulgado.
Será por que alguns não residem ou não residiam em Paracuru, como exige a lei?
Será por que alguns não passam de "laranjas" nas mãos daquele que se acha todo poderoso?
Por que não se fala em eleição desta ACOMCULT?
Resido há 8 anos em Paracuru, sempre ouvi a Mar Azul e não recordo de notícias sobre eleições desta entidade.
Por que será? Será por que nunca houve?
Algum leitor morador de Paracuru há mais tempo sabe me dizer quando ouviu falar em eleições para a ACOMCULT?
Por que não se fala do Conselho Comunitário que deve acompanhar a programação da rádio?
Será por que ele só existe no papel? Ou por que ninguém sabe como foram indicados?
Perceberam, caros leitores, qual o cerne do debate? Qual é o objetivo da CPI?
O cerne da discussão é saber por quê e como a rádio que deve ser comunitária foi apropriada por uma pessoa. Saber por quê não se cumpre os principais itens da legislação. E assim mostrar à população que ela tem sido lesada no seu direito à informação, previsto na nossa Constituição, por vários anos, e ludibriada achando que a rádio era do povo, quando na verdade sempre fora manipullada pelo desejo dos poucos.
E o objetivo da CPI? Devolver a rádio aos seus verdadeiros donos: os cidadãos de Paracuru. Extirpando de lá o câncer loquaz que de lá tomou conta.